Momento Espírita
Curitiba, 21 de Outubro de 2020
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Naquela ensolarada manhã, uma grande multidão cercava o Mestre Galileu.

Jesus ensinava àqueles que O escutavam, a respeito da importância de confiar no Pai Celestial.

Um dos homens se aproximou dEle. Aparentemente, pouco lhe compreendera as palavras, visto que estava preocupado apenas com o fato de que seu irmão o estava prejudicando com relação à partilha de uma herança.

Dessa forma, desejava que o Mestre tomasse partido naquele litígio familiar.

Entretanto, cumprindo Sua missão pedagógica para conosco, o Cristo aproveitou-se daquela situação para contar significativa parábola.

A terra de certo homem rico produziu muito bem. Ele pensou consigo mesmo: "O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita."

Então disse: Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens.

E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se.

Contudo, Deus lhe disse: "Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?"

Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus.

*   *   *

Nenhuma conquista material é eterna.

Tudo o que acreditamos possuir não passa de empréstimo divino, ferramentas da Misericórdia Celeste para que, moral e intelectualmente, possamos progredir.

Pelos tesouros acumulados na Terra, quantas famílias se corromperam, quantas amizades se desfizeram, quantas oportunidades de evolução foram lançadas ao léu?

O tempo nada perdoa. A ferrugem, o desgaste, o pó vem para todas as coisas materiais.

Até mesmo o corpo físico nos é um empréstimo e, a seu tempo, a natureza, segundo suas regras, tratará de desfazê-lo.

O que levaremos conosco quando o convite divino nos chegar e retornarmos à Casa do Pai?

Somente os tesouros do céu.

A caridade, que nos permite enxergar no próximo a assinatura divina que há também em nós e que, portanto, faz-nos todos irmãos, responsáveis uns pelos outros.

A fraternidade, vivenciada com um simples Bom dia, ofertado com sinceridade, um ombro amigo àquele que carece de incentivo, um sorriso gentil aos invisíveis que pouco ou nenhum valor recebem em nossa sociedade.

A percepção do quão ricos somos: temos o sol que nasce todas as manhãs. Diariamente, temos a oportunidade de construirmos a nossa felicidade e contribuirmos para com a felicidade alheia.

Eis o amor que, singelamente, se expressa em sua forma mais pura e simples.

  *   *   *

O túmulo é a prova de que nenhum bem material nos acompanha no curso de nosso retorno às moradas celestes.

Quando bem utilizados, os empréstimos materiais têm a função de nos auxiliar nas tarefas a que nos comprometemos quando reencarnamos.

Para o outro plano da existência, levamos apenas o profundo, inquebrantável e perene amor.

Amor, laço que a todos nos une e é, sem sombra de dúvidas, nosso guia seguro pela eternidade que nos aguarda.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no
Evangelho de Lucas, cap. 12, versículos 16 a 21.
Em 13.10.2020.

 

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