Momento Espírita
Curitiba, 24 de Setembro de 2020
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ícone A doce Mãe de Jesus

      Dia 8 de setembro é o dia dedicado à padroeira da capital paranaense: Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

      A origem dessa denominação remonta ao século XV, envolvendo um português que vivia na freguesia de Carnide, em Lisboa.

      Ninguém sabe ao certo como acabou prisioneiro e escravo na África. O que narram as tradições é que ele era devoto de Maria Santíssima, a quem orava, diariamente.

      Pero Martins passou a ter sonhos com a Mãe de Jesus, que lhe falava do seu retorno à liberdade, o que veio a acontecer.

      Encontrando, em sua cidade natal, próximo a uma fonte, uma imagem, a identificou como sendo da Celeste Mãe.

      E porque vira uma luz misteriosa no local onde estava a estátua, deu-lhe o nome de Nossa Senhora da Luz. Em Curitiba, o culto agregou uma denominação e surgiu Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

      É verdadeiramente incrível quando se fala a respeito da Mãe de Jesus descobrir que ela tem mais de mil e cem títulos.

      Vão desde Mãe Santíssima, Virgem Maria, Rainha do céu, Santa Maria, a denominações específicas dos lugares onde, dizem, Ela teria aparecido.

      Assim temos Nossa Senhora de La Salete, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe.

      Segundo a tradição e registrado por escritores, desde os primeiros séculos, o povo cristão honra a Maria de Nazaré.

      Possivelmente, uma das primeiras denominações que recebeu foi a de Mãe Santíssima.

      Isso porque, em Éfeso, onde foi morar com João Evangelista, atendia aos doentes de toda sorte. Foi ali que surgiu a expressão da boca de um atendido, em forma de gratidão: És nossa Mãe Santíssima.

      Imaginemos como tantos daqueles que tinham saudades de Jesus a buscavam, para ouvi-la contar do Seu nascimento, Sua infância, Sua missão.

      Que mulher teve missão maior? Ser a mãe do único Ser perfeito que a Terra já recebeu: nosso Mestre e Senhor.

      Registramos Seu exemplo de mãe devotada que oferece o filho ao mundo, para que Ele cumpra a missão para a qual viera.

      Ela conhecia as escrituras. Como terá se sobressaltado Seu coração, tantas vezes, com as notícias que lhe chegavam, dos inimigos da Boa Nova.

      Daqueles que afirmavam querer prendê-lO, daqueles que diziam que Ele não era mais do que um louco. Quantas dores terá suportado aquele coração materno.

      Sem falar na dor terrível de assistir, durante nove horas, à agonia do filho amado, supliciado na cruz.

      Nossa Mãe, Mãe de toda a Humanidade. Jesus no-la ofereceu, em Suas derradeiras horas de vida.

      Filho, eis aí a tua mãe.

Não importa como a denominemos. Seu maior título é ter sido Mãe de Jesus.

      E Sua misericórdia se estende a todo o rebanho do Seu filho.

      Portanto, neste dia, mais do que nunca, oremos a esse Espírito de alta envergadura moral para que abençoe a esta Terra.

      Terra dos Pinhais. Terra do Brasil. Terra do mundo.

      Que a doce Mãe de Jesus se apiade das mães sofredoras, das que perdem seus filhos para os vícios, para a criminalidade.

      Que Ela abençoe todos os que padecem. Também os que a louvamos, em canções, em poesias, em dramatizações.

      Que Ela ouça as nossas preces de gratidão, Senhora da Luz. Terna Mãe de Jesus.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 8.9.2020.

 

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