Momento Espírita
Curitiba, 04 de Julho de 2020
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ícone Família – usina de amor

Os pais são executivos muito requisitados, sempre envolvidos com reuniões, atividades sociais, congressos pelo mundo.

Quase nunca estagiam em casa, onde mais parecem visitantes que entram e saem a horas certas.

Dessa forma, dificilmente conseguiam estar junto aos dois filhos, no decorrer dos dias.

A adolescente se ressentia dessas ausências, enquanto o pequeno parecia administrar um pouco melhor a carência.

A babá e a doméstica eram as pessoas mais próximas a eles.

Foi quando se anunciou o inesperado.

Um vírus se espalhou pelo mundo e a pandemia se instalou.

Por questões de colaboração, quanto de preservação da própria vida, a quarentena se impôs.

Os auxiliares domésticos entraram em férias, considerando que também deveriam permanecer em isolamento social.

Pai e mãe ficaram em casa. Foram canceladas reuniões presenciais, viagens para congressos internacionais, as ausências diárias.

A rotina da casa foi totalmente alterada.

Foi quando as surpresas começaram a aparecer, com as sequentes admirações mútuas.

Mãe, você sabe cozinhar. Acho que nunca comi uma comida tão gostosa.

Olha só o papai varrendo o quintal. Pensei que ele nem soubesse segurar uma vassoura.

Filha, conseguiu colocar a roupa na máquina sozinha?

Filhote, que linda ficou a prateleira dos calçados!

Mais encantado ficava o pequeno quando a mãe se punha a passar roupas. Aquilo era mesmo algo bem diferente.

E vieram os filmes com pipoca, os doces e bolos que preparavam juntos.

Também o estudo das matérias escolares acompanhados pelos pais.

As revelações de amor e carinho ficaram intensas e significativas:

Pai, sempre amei você, mas agora aprendi a admirar você.

Não sabia que você pudesse ser tão legal em casa e nas brincadeiras.

Mãe, agora vi que você também faz o que fazem as mães dos meus amigos.

Sempre tive orgulho da executiva que você é. Agora descobri que você é uma mãe muito especial.

As surpresas se desdobraram, no transcorrer dos dias e das semanas. Pais e filhos se descobriram como criaturas que tinham muito a ser apreciado e valorizado.

*   *   *

A família é um ninho de amor, de reconstruções impensáveis.

Ao conceber a família, Deus nos presenteou com um espaço de construção pessoal, que tem a função de enriquecer a sociedade à qual pertencemos.

Quando o carinho, o amor, a amizade, o respeito aos direitos e limites acontece dentro do lar, esses valores automaticamente passam a integrar a sociedade.

Por isso, é sempre útil cultivarmos esses momentos de crescimento entre nossos amores mais próximos, pois o que nesse ninho construímos será para sempre vivenciado.

Construções de amor espalharão amor.

Construções de solidariedade espalharão solidariedade.

Construções de respeito, amizade e lealdade darão seus frutos no momento certo.

E, se ao convívio, aos processos educativos, associarmos as bênçãos do Evangelho, o lar se transformará em luz, traçando roteiro seguro para todos!

Redação do Momento Espírita.
Em 27.6.2020.

 

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