Momento Espírita
Curitiba, 02 de Junho de 2020
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ícone Como os pequeninos

Os Evangelhos nos permitem, a cada nova leitura, mais profundas reflexões. Isso nos diz que os seus ensinamentos são inesgotáveis, conclamando-nos à mudança de hábitos.

Relata o Evangelista Mateus que, em certa oportunidade, os discípulos se achegaram a Jesus e lhe perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus?

Lembramos que anteriormente, o mesmo Evangelista havia registrado a fala do Mestre de que, naqueles tempos, não havia alguém maior do que João, o Batista.

Mas, enfatizara que, no entanto, ele era o menor no reino dos céus.

Agora, Jesus chama para perto de si uma criança, coloca-a no meio deles e ensina: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como este menino, de modo algum entrareis no reino dos céus.

O ensino é eloquente e, naturalmente, para todos os que temos ouvidos de ouvir, ou seja, buscamos o entendimento maior, ele não estava se referindo àquele menino em especial, mas às crianças.

Utilizou-o como exemplo, no sentido de que muito devemos aprender com as crianças.

Os pequeninos têm a alegria como marca registrada. Riem de tudo e de coisa alguma. Sorriem para a vida, a cada despertar, e cumprimentam as horas que se iniciam com sua vivacidade.

Erguem-se da cama e começam a correr, a brincar, a procurar o brinquedo que na véspera deixaram em algum lugar.

Antes mesmo de se alimentarem, saúdam o novo dia afirmando, com sua forma de se expressar, a felicidade de acordarem na carne, outra vez.

Buscam o que lhes dá prazer: o brinquedo, o jogo, o filme. Esquecem mesmo de que devem se alimentar, como a registrar que, antes do corpo, a alma deve ser alimentada.

As crianças são espontâneas: dizem o que lhes vai na intimidade. Naturalmente, nosso viés de boas maneiras e de educação, nos fará passarmos pelo filtro adequado as falas, em nossas relações interpessoais.

Porém, elas nos dizem que devemos ser menos hipócritas, mais honestos com nossos familiares, amigos, companheiros de trabalho.

Falam-nos de que os que convivem conosco são credores da nossa delicada e honesta maneira de lhes dizer o que gostaríamos ou se faz necessário alterem em sua forma de ser, de agir.

As crianças nos ensinam a sermos humildes. A descobrirmos que, pequenos na alma, precisamos, como elas, de alguém que nos eleve, a fim de que enxerguemos mais além.

Que imagem espetacular! Lembrarmos de que necessitamos de muitas pessoas para nosso crescimento espiritual, para dilatarmos os nossos horizontes.

Precisamos nos vestir de humildade para ouvir os que sabem mais do que nós; os que têm experiência naquilo que planejamos fazer; os que experimentaram e podem nos dizer que deve haver outra forma, melhor, mais adequada, de chegar aonde queremos.

Humildade. Humildade para reconhecer nossas próprias fraquezas. Humildade para pedir auxílio.

Humildade para reconhecer que não somos o único ser sobre a face da Terra, detentor de todo o conhecimento. Que existem milhares de seres neste planeta, que podem nos auxiliar a galgar mais alguns degraus na escala da evolução.

Pensemos a respeito, ainda hoje, enquanto temos tempo.

Redação do Momento Espírita, com base no
Evangelho de Mateus, cap. 11, vers. 11 e
 no cap. 18, vers. 1 a 3.
Em 6.4.2020.

 

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