Momento Espírita
Curitiba, 17 de Dezembro de 2018
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ícone Ante os dias de tempestades...

Quando os problemas nos chegam, como agimos? Ou reagimos?

Nosso país vive dias de muita complexidade. Enquanto em alguns pontos, a violência extrapola tudo que se possa imaginar, alcançando crianças nas escolas, homens comuns a caminho do trabalho, donas de casa na fila do supermercado;

enquanto a imprensa noticia, através de todas as mídias, a corrupção que anda solta, cada dia evidenciando outro político, um alto executivo, um industrial, um comerciante;

enquanto se estabelecem greves de classes aqui e acolá, como nos comportamos?

Somos daqueles que aderimos à onda de desânimo e reclamamos de tudo, na fila do banco, do mercado, no posto de combustível?

Gritamos, engrossamos o rol dos insatisfeitos, enchendo as ruas com protestos?

Aumentamos a onda de intranquilidade, enviando notícias, nem sempre verídicas, através das redes sociais, encharcando o dia de nuvens escuras?

Sim, como cidadãos, temos o direito de protestar, desde que não violemos o direito alheio de ir e vir, do doente ser atendido, da pessoa idosa chegar ao local que precisa, do alimento chegar às prateleiras.

Temos o direito de protestar pelo que acreditamos legítimo, temos o direito de dizer aos nossos políticos que temos olhos de ver e ouvidos de ouvir, com clareza.

E temos poder de decisão. Também temos o direito de comparecer nas assembleias de classe, votando, de forma lúcida, a favor daquilo que acreditamos seja o melhor. Tudo isso temos direito. Mas, perguntemo-nos, como cristãos, como está sendo a nossa atitude? Coerente com o que aprendemos nos evangelhos?

A mensagem de Jesus nos serve nesses momentos de revolta, de decisões difíceis?

Tenhamos consciência de que a lição imortal não deve se restringir aos templos, onde nos reunimos, lemos e interpretamos as letras do Novo Testamento.

A mensagem do Mestre é para todos os dias e todas as horas de nossa vida. O cristão tem o dever de ser o cidadão lúcido, coerente, formador de opinião através de sua palavra, de suas atitudes.

Se aprendemos que, com nossos pensamentos, alimentamos a onda mental do mundo, cabe-nos vigiar o que pensamos.

Enquanto outros estão vibrando dizendo que o país não tem jeito, que tudo vai acabar mal mesmo, sejamos aqueles que temos a certeza de que Jesus está no leme.

De que após a tempestade, por pior se faça, chegarão os dias de bonança.

Encontramo-nos em momentos muito próprios de um mundo em transição. Um mundo que grita e se desespera porque não deseja mudar.

Mas que pode mudar pelas nossas atitudes. Sejamos nós a palavra ponderada, o pensamento positivo.

Unamo-nos para orar, em família, no templo religioso, na comunidade em que vivemos.

Oremos pelos que nos lideram, oremos pelas melhores decisões nas mesas de negociação.

Oremos...

Afinal, somos ou não somos os seguidores daquele que disse: Tudo que pedirmos a meu pai, em meu nome, vos será concedido?

Não lemos a promessa do Batei e abrir-se-vos-á; pedi e recebereis; buscai e achareis?

Que buscamos, então? A paz, a concórdia ou a adesão ao descomprometimento?

Pensemos nisso. A hora exige de cada um de nós, enquanto cristão e cidadão lúcido, o melhor.

Qual é o nosso melhor?

 Redação do Momento Espírita.
Em 8.8.2018.

 

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