Momento Espírita
Curitiba, 17 de Novembro de 2018
busca   
no título  |  no texto   
ícone O Grande Doador

Ele não tinha o diploma de médico, no entanto, utilizou a medicina do amor para levantar paralíticos, curar cegos e restaurar portadores de hanseníase.

Não era advogado diplomado. Contudo, ninguém quanto Ele se elegeu como o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.

Ergueu Sua voz para defender a mulher. Esteve em casa de desprezados cobradores de impostos, afirmando com Seus atos, a isenção de preconceito com os excluídos da época.

Ele não possuía fazendas, nem herdades de qualquer sorte. Mesmo assim, estabeleceu o novo reino na Terra.

O reino do bem, da paz, do amor. E para isso, se serviu da intimidade dos corações.

Não improvisou festas, mas compareceu às que lhe foram tributadas, com Sua presença enriquecendo os convivas e anfitriões.

Sem deter títulos na área específica, tornou-se o consolo dos tristes e desprezados, acenando-lhes com perspectivas de bom ânimo e esperança.

Conhecedor da alma humana, detectava-lhe as dores e a confortava.

Por isso, devolveu o filho à pobre viúva de Naim que o acreditava morto. E às irmãs em Betânia, o irmão enterrado há dias.

Não era professor consagrado, tendo-se feito, porém, o Mestre da evolução e do aprimoramento da Humanidade.

Não recebeu lauréis ou premiação alguma. Apesar disso, foi o maior criador e contador de histórias de que a Humanidade já teve notícias.

As suas parábolas revolviam os pensamentos dos que as ouviam e até hoje são recontadas e reflexionadas.

Não teve lugar entre os doutores da lei, não ocupou cadeira no Sinédrio. Criou, antes, a universidade sublime do bem para todos os Espíritos de boa vontade.

Incompreendido, sofrendo amarguras, desde o lar, reconfortou a todos que O buscaram.

Ao desprezado Zaqueu conforta com Sua presença, afirmando assim que le era filho de Deus e credor do Seu amor.

À equivocada da Samaria oferta a palavra lúcida e o convite à nova jornada.

Ao moço rico diz da pressa de atender à mensagem do reino que Ele apresentava.

Tolerando aflições sem conta, semeou a fé e a coragem, apresentando-se como Aquele que cuida de todas as ovelhas que lhe foram confiadas.

Ferido embora, pensou as chagas morais das mulheres sofridas, do cireneu que o auxilia no transporte do madeiro, da mão benevolente que lhe enxuga o suor da face.

Supliciado, vilipendiado pelos homens, expediu a mensagem do perdão em todas as direções.

Esquecido pelos mais amados, ensinou a fraternidade e o reconhecimento, orando ao Pai por todos e entregando mãe e filho, um ao outro.

Vencido na cruz, revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.

Ele não tinha posses materiais. Era um carpinteiro. Mesmo assim, engrandeceu os celeiros dos séculos.

E até hoje continua a ser despenseiro fiel e prudente, zelando pela Humanidade inteira. De braços abertos, sempre.

*   *   *

Seguindo o exemplo de Jesus, mesmo anônimo ou aflito, apagado ou esquecido, atende à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.

Oferece o teu coração e, em homenagem ao Divino amor na Terra, serve, com o que tenhas, onde te encontres.

Se não és um portentoso luzeiro, sê a lamparina acesa na janela da pousada, como um aceno de esperança ao viajor perdido na estrada.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 59, do livro
Antologia mediúnica do Natal, de diversos Espíritos, psicografado
por Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 15, ed. FEP.
Em 11.6.2018.

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2018 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998