Momento Espírita
Curitiba, 29 de Outubro de 2020
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ícone Alegria verdadeira

Em um mundo ainda repleto de tantas dores e de tantas injustiças, é comum escutar as pessoas se queixarem de tudo e de todos.

É habitual encontrar pessoas sisudas, nas ruas, que nem sequer se dignam responder a um cumprimento, ou a olhar os outros nos olhos.

Parecem estar sempre mal-humoradas e infelizes com a rotina, com a vida que levam.

São pessoas que não percebem a beleza do céu, a suavidade do vento a tocar-lhes a pele, a melodia do riso de uma criança.

Seus olhos parecem estar impossibilitados de notar as cores e as belezas do mundo.

Seus ouvidos captam apenas lamúrias e queixumes.

Seus corações só guardam mágoas e arrependimentos.

Passam os dias, os anos, a vida inteira sem aproveitar o que de bom lhes é, diária e continuamente, ofertado por Deus, pela natureza e pelos seres que os cercam.

São pessoas sem alegria, que transformam a própria existência em um tormento repleto de desprazer e melancolia.

Perdem a oportunidade abençoada de ser úteis e de crescer como seres humanos.

Adoecem em virtude da amargura que cultivaram por toda a vida em suas almas.

Ferem com seu azedume corações caros que, muitas vezes, cansados de maus tratos e de desconsiderações, afastam-se em busca de consolo e de carinho.

São pessoas amargas que infelicitam a própria vida com essa atitude equivocada.

É necessário, apesar das dores que cobrem boa parte das criaturas, que saibamos cultivar a alegria.

Ser alegre não é rir às gargalhadas, à toa e a todo momento.

Também não é fazer bobices, desperdiçando tempo ou desrespeitando os outros.

Ser alegre, verdadeiramente, é sorrir diante da oportunidade de crescer como Espírito, por mais dolorosa que a prova possa parecer.

É exultar quando se percebe que as dificuldades do cotidiano nos possibilitarão alcançar enobrecimento interior.

É ter a certeza de que o verdadeiro bem-estar independe das coisas de fora, mas que nasce, sim, na fonte cantante e abençoada do solo do coração e da consciência tranquila.

Ser alegre é reconhecer a presença Divina em cada recanto da natureza, no olhar dos seres amados, no silêncio da noite e na beleza de cada amanhecer.

Ser alegre é saber que, por mais forte que sejam as tempestades de agora, mais cedo ou mais tarde o sol voltará a brilhar, secando nossas lágrimas e convidando-nos ao recomeço.

Ser verdadeiramente alegre é não se entregar às dores que parecem querer consumir nossas almas e dilacerar nossos sonhos.

É confiar na bondade infinita do Pai, que nos ama incondicionalmente e que jamais nos abandonará.

*   *   *

Jesus disse aos apóstolos que a felicidade não é deste mundo.

Por certo, os bens do mundo são muito passageiros para nos garantir eterna ventura.

Isso, no entanto, não significa que tenhamos que viver mergulhados na insatisfação e na amargura.

Compete-nos procurar sempre, de modo consciente e correto, os melhores caminhos, as decisões mais acertadas.

Assim, apesar dos inevitáveis dissabores e dos eventuais sofrimentos, haverá sempre, em nossos corações, motivos suficientes para sermos pessoas verdadeiramente alegres.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap.I, do livro
Convites da vida,  pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 8.4.2015.

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