Momento Espírita
Curitiba, 02 de Outubro de 2014
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ícone Imperfeição

As faculdades intelectuais distinguem o homem no contexto da criação.

Diferente das demais espécies vivas, ele reflete sobre o significado da vida.

Um questionamento sempre presente na história da humanidade refere-se à finalidade do viver.

Em todos os tempos, sábios debruçaram-se sobre essa intrincada questão.

O Espiritismo, com base no ensinamento dos Espíritos, afirma que o objetivo da vida é viabilizar a evolução dos seres.

A vida é regida pela lei do progresso.

É inegável a permanente metamorfose que vigora em todos os quadrantes conhecidos do universo.

Gradualmente, as espécies animais e vegetais se transformam e surgem aprimoradas.

Com o homem não é diferente.

Ele está sempre em processo de aprendizado e crescimento.

A sociedade humana reflete esse lento elaborar.

As leis culturais e as instituições lentamente se aprimoram.

A extinção da escravidão e o reconhecimento da igualdade da mulher são exemplos dessa evolução.

Os homens, em sua condição de espíritos, foram criados em estado de simplicidade e ignorância.

Mas possuem desde o princípio os germens de todas as virtudes, que lhes incumbe desenvolver.

Um dia todos serão anjos.

Freqüentemente, surge a indagação: “Se Deus pode tudo, por que não criou os Espíritos já perfeitos?

Afinal, o processo de evoluir por vezes é deveras penoso.

Não seria melhor de outro modo?”

Deus, em sua sabedoria, manifestada em todas as coisas, optou por nos criar perfectíveis, mas não perfeitos.

Constitui temeridade afirmar a razão pela qual a divindade deliberou agir de uma forma, e não de outra.

Entretanto, nada nos impede de refletir sobre isso.

O resultado da perfeição imediata, generalizada e desde o princípio seria o ócio total.

Seres perfeitos, plenos de virtudes e talentos, nada teriam para fazer.

A obra da criação estaria completa, perfeita, acabada.

Aos anjos restaria a inutilidade.

Nada fazer talvez seja o sonho do preguiçoso.

Mas a sensação de ser útil, de ter um propósito na existência, é uma necessidade de seres psicologicamente saudáveis.

Na realidade, o homem tem um papel a desempenhar no concerto da criação.

Ele é útil, há uma finalidade seu viver.

O papel que lhe cabe guarda relação com o seu desenvolvimento.

Em mundos superiores, habitados por seres sublimes, o trabalho é todo intelectualizado e transcendental.

Em esferas ainda materializadas, como a terra, as tarefas permanecem penosas e materiais.

Tendo em vista que a lei do progresso rege a vida, os homens devem observá-la em seu proceder.

Incumbe-lhes serem agentes do progresso.

Eles devem auxiliar a tornar o mundo que habitam um local aprazível, justo e fraterno.

Assim, não se preocupe em excesso com as dificuldades que lhe batem às portas.

Elas se destinam a prepará-lo para seu luminoso porvir.

Com esforço e disciplina, a dificuldade de hoje se tornará a facilidade do amanhã.

Se você deseja cumprir sua missão na terra, esforce-se em ser melhor a cada dia.

Empenhe-se em amealhar tesouros intelectuais e morais.

A angelitude é a sua meta.

O ônus e o mérito de atingi-la são exclusivamente seus.

Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita.

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