Momento Espírita
Curitiba, 26 de Junho de 2022
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ícone O sol real

Um pai muito atencioso percebeu que uma de suas filhas estava triste e desejou saber o que a estava deixando dessa forma.

A garota respondeu que era criticada pelas amigas por ser simples, não gostar de ostentação e por não ter preocupação excessiva com a estética.

Ela se sentia rejeitada e infeliz.

O pai, grande educador, disse-lhe, com carinho:

Filha, algumas pessoas preferem um bonito sol pintado num quadro. Outras preferem um sol real, ainda que esteja coberto pelas nuvens.

Esperou uns segundos, como para deixar que a menina absorvesse as palavras. Em seguida, perguntou: Qual é o sol que você prefere?

Ela pensou um instante e respondeu: O sol real.

E o pai completou: Mesmo que as pessoas não acreditem no seu sol, ele está brilhando. Você tem luz própria.

Um dia, as nuvens que o encobrem se dissiparão e as pessoas irão enxergá-lo. Não tenha medo das críticas dos outros, tenha medo de perder a sua luz.

Alguns jovens se sentem assim, como essa garota. Reféns da opinião dos outros, sofrem quando são criticados, porque o que mais desejam é serem aceitos.

Um fato corriqueiro na vida dos jovens, e que nem todos conseguem superar, é a rejeição.

O desprezo, a indiferença, os comentários maldosos, são geradores de graves dissabores na alma juvenil.

Imaturos e inseguros, diante de uma situação de grande estresse, alguns jovens podem enveredar pelo caminho das drogas, da depressão, do desequilíbrio moral.

Nesses momentos, são exatamente os pais zelosos que conseguem oferecer a segurança e o apoio de que necessitam os filhos, nessa faixa etária.

Por isso se faz importante a atenção dos pais nesses dias em que as nuvens pairam sobre os corações juvenis, obscurecendo-lhes o sol interior.

Ensinemos ao nosso filho a arte de construir a própria felicidade, ainda que tudo pareça conspirar contra.

Mostremos a ele que o que os amigos pensam dele ou deixam de pensar, não intensificará a sua luz interior, nem a diminuirá.

Digamos-lhe que o que faz a diferença é o que ele realmente sente e é.

Ensinemos nosso filho a não se escravizar ao consumismo atormentado, à neurose de buscar a beleza física a qualquer custo, a não depender da opinião dos outros para ser feliz.

Ensinemos ao nosso filho que a verdadeira beleza está na alma, e não numa silhueta bem definida.

Digamos-lhe que a beleza física é passageira como as flores de um dia, e que o Espírito é o ser imortal que sobrevive à matéria e transcende o tempo.

*   *   *

Mesmo que as pessoas não acreditem no seu sol, ele está brilhando. Você tem luz própria.

Um dia, as nuvens que o encobrem se dissiparão e as pessoas irão enxergá-lo. Não tenha medo das críticas dos outros, tenha medo de perder a sua luz.

Acreditemos nesta verdade e ajustemos o olhar do nosso filho para que ele também possa ver em si mesmo um sol real brilhando, mesmo que, por vezes, possa estar encoberto pelas nuvens.

Pensemos nisso, e, se guardarmos algum tipo de medo, que seja o de perder a própria luz.

Redação do Momento Espírita, com base  no cap. 6, pt 1,
 do livro
Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de
 Augusto Cury,  ed. Sextante.

Em 23.6.2022.

 

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