Momento Espírita
Curitiba, 20 de Junho de 2026
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Somos, biologicamente, preparados e programados para a ação.

O dinamismo nos vitaliza, nos desenvolve. Se permanecemos imóveis por longo tempo, a tendência é ficarmos fracos.

Órgãos não utilizados, não ativados tendem a ficar atrofiados.

Mas todos nós desejamos e programamos nosso lazer, buscando deixar a rotina para trás, em algum momento.

Lazer não significa falta de atividade, mas mudança física, emocional e intelectual de atitude, de trabalho.

O lazer é necessário para facilitar o relaxamento das tensões, para possibilitar a reflexão, a programação de novas atividades.

Não é eficaz somente quando se realiza em estações balneárias, campos de desportos, praias, montanhas, viagens bem concorridas.

O lar e a família, o refúgio num lugar solitário, a música propiciam estados íntimos de lazer com excelentes resultados para a renovação pessoal.

Muitos vamos para as férias, viajamos, nos refugiamos em recantos naturais, praticamos esportes variados, e voltamos mais cansados e infelizes do que antes.

Repouso significa a mudança de atividade. Porém, de nada vale mudar de atividade se levarmos na mente as preocupações e neuroses do dia a dia.

Não somos um aparelho eletrônico, que basta acionar um botão para desligar.

A mente humana é esse mecanismo que leva em si mesma os elementos de calma ou motivos de preocupações e ansiedades, para onde quer que vá.

Por essa razão, a mudança de ambiente ou de cidade, por si só, não resolve o problema do estresse, nem oferece o descanso necessário.

O verdadeiro lazer é o encontro harmonioso com a serenidade, que renova as forças da alma.

Descansar é, acima de tudo, permitir que o pensamento repouse em paisagens de calma, desatando os nós das preocupações que o cotidiano insiste em apertar.

Mais do que mudar de clima ou de endereço, o lazer que refaz é aquele que nos permite mudar a frequência do coração, sintonizando-o com a alegria simples de existir.

Só desfrutamos do repouso integral quando carregamos o travesseiro da consciência tranquila. Quando não nos acompanham as lembranças das falhas cometidas, dos compromissos não cumpridos.

O lazer é uma pausa indispensável, um intervalo necessário para que o Espírito retome o diálogo com a vida e recupere o brilho nos olhos.

Mudar de atividade é uma forma excelente de lazer. Ao darmos repouso aos braços cansados, permitimos que a mente floresça em novas e criativas direções.

E não importa a sofisticação do destino que buscamos para o descanso. O mais importante é estarmos presentes por inteiro, entregando-nos ao momento sem as sombras do ontem ou as ansiedades do amanhã.

Muitas vezes, o descanso mais profundo não reside no movimento das viagens, mas na quietude de uma leitura, na audição atenta de uma locução que nos remeta a prados de harmonia.

Por vezes, nós o encontramos no silêncio da alma que deseja ouvir a música dos céus para se sentir enlevada.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 25, do
 livro
Seara do Bem, por Espíritos diversos, psicografia
 de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 6.8.2026

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