Momento Espírita
Curitiba, 29 de Novembro de 2025
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ícone Casar-se

Os bons Espíritos não cansam de nos repetir lições ou de nos alertar para novas reflexões, em torno de assuntos que, por vezes, nem cogitamos.

Em pequeno livro lemos: Não basta casar-se. Imperioso saber para quê.

Talvez nunca tenhamos feito essa reflexão. A lógica primeira seria indagar: Por que me casei? Por que nos casamos?

No entanto, a indagação apresentada é para quê? Isso nos fala de finalidade.

Quando pensamos no porquê, a resposta pode ser o clássico: Por amor, porque nos gostamos muito.

A grande questão é que o amor não nasce pronto, se é que ainda não percebemos isso. Ele precisa ser cultivado.

Assim, se respondemos: Casei-me para amar e construir uma família, estamos mais próximos do entendimento da lição edificante.

A felicidade na comunhão afetiva não é prato feito e sim construção do dia a dia.

As leis humanas casam as pessoas para que as pessoas se unam segundo as leis divinas.

Importante considerarmos esse curioso aspecto. Devido às crenças, aos rituais construídos pelos homens, temos a impressão de que a cerimônia do casamento na Terra é algum tipo de união segundo as leis divinas.

Entretanto, trata-se de mero cerimonial que celebra uma união terrestre.

A outra parte, a que vem em seguida, de fazer com que nos unamos segundo as leis divinas, é responsabilidade apenas nossa, do casal. Ninguém pode decretar isso.

Dessa maneira, o casamento não nasce pronto. O que nasce pronto é uma disposição inicial, um movimento de compromisso, de vamos construir. Naturalmente, a construção se faz aos poucos, de maneira contínua.

Então, casamento não é a cerimônia, não é a assinatura de papéis nem anéis nos dedos. Casamento é cultivo de anos. Anos de doação ao outro, anos de trabalho, autoconhecimento e autossuperação.

Erguemos o lar por amor e é o amor que irá conservá-lo no dia a dia.

Finalizando as reflexões, encontramos na mesma lição de início:

Unicamente doando a ti mesmo em apoio da esposa ou do esposo é que assegurarás a estabilidade da união em que investiste os melhores sentimentos.

Se sabes que a tolerância e a bondade resolvem os problemas em pauta, a ti cabe o primeiro passo a fim de patenteá-las na vivência comum, garantindo a harmonia doméstica.

O primeiro passo é de cada um de nós, não do outro.

É na doação que sustentamos um lar. É no cultivo dessa forma tão elevada de amor ao próximo que conseguimos um ambiente de harmonia.

Amor é também sacrifício. Sacrificar nossas horas, sacrificar, por vezes, o que nos é importante individualmente pelo bem da união.

Casar-se é tarefa para todos os dias.

Família é tarefa para todos os dias.

O amor não nasce pronto.

A paixão pode nos inebriar nos primeiros momentos, acendendo um fogo que impressiona, mas se ela não for alimentada pelo combustível do amor, nos meses e anos seguintes, ela se apaga e desaparece.

Lembremos disso: não nos cansemos de investir no amor.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 11,
do livro
Na Era do Espírito, pelo Espírito Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM.
Em 19.11.2025

 

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