Momento Espírita
Curitiba, 01 de Maio de 2026
busca   
no título  |  no texto   
ícone Uma definição necessária

Jesus veio à Terra em um período de grande impiedade e desesperança.

O domínio dos poderosos era cruel e implacável.

O Divino Pastor chegou como uma brisa de suave fragrância. De repente, havia esperança de um amanhã menos árduo, menos sofrido.

Deus era anunciado como Pai amoroso e sábio. Um Criador que tinha cuidados com a erva do campo, de pouca durabilidade, e especialmente para com o ser mais precioso da Criação.

Era possível aguardar um futuro de mais leveza, de mais oásis de palmeiras aconchegantes e água cristalina.

Mesmo o presente se apresentava promissor, com a perspectiva de notáveis curas e transformações.

A canção da paz e da ventura soava arrebatadora naqueles lábios puros.

O povo ficou ébrio de esperança.

Todos se viam saciados, socorridos, alimentados e felizes.

Uma voz soava anunciando benesses em meio às agruras de pesadas cargas.

Entretanto, não se davam conta da contribuição pessoal que deveriam oferecer em favor da nova ordem social.

O Doce Rabi sinalizou que as bem-aventuranças tinham um preço.

Perante a incompreensão geral, disse não ter vindo trazer paz à Terra, mas a espada.

A espada simboliza a palavra da verdade e o discernimento.

Assim como a espada corta e separa, a mensagem de Jesus vinha para separar o essencial do supérfluo, a verdade da ilusão e o Espírito da matéria.

Isso tudo gera um conflito interno. A paz que o mundo conhece é, muitas vezes, uma falsa harmonia baseada na acomodação de vícios e erros.

Jesus trazia a espada para despertar a consciência.

Um processo que gera uma guerra íntima. O indivíduo começa a lutar contra suas próprias imperfeições, paixões e o egoísmo.

Não há progresso espiritual sem esse choque inicial que destrói a falsa paz do comodismo.

O Mestre falava sobre divisões na família: filho contra pai, mãe contra filho. Isso representa a libertação dos laços afetivos possessivos.

Por vezes, seguir a própria consciência gera atrito com aqueles que desejam que permaneçamos presos a velhos padrões.

Jesus trazia uma doutrina que era agente de transformação radical.

Ela não vinha para deixar as coisas como se encontravam, mas para cortar as ligações com o erro e nos forçar ao combate necessário pela nossa própria luz.

Enquanto acenava com o reino dos céus, estabelecia igualmente que ele deveria ser conquistado palmo a palmo por cada um, com esforço e perseverança.

Ontem e ainda hoje as multidões se sentem arrebatadas pelos Seus discursos. Como vagas suaves do mar tangidas por ventos brandos, arrebentando-se nas praias do Seu amorável sentimento de amor, se achegam.

Almejam paz, conforto. Apresentam-se exaustas de tantos dissabores, de dores e desconsolo.

Essa a razão pela qual Jesus permanece tão atual. Enquanto se multiplicam na Terra os que se apresentam como orientadores desse ou daquele comportamento, Ele repete o mesmo convite:

Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei.

Quando nos decidiremos a atender ao suave chamado?

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, do livro
 
A mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues,
 psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 30.4.2026

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2026 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998