Momento Espírita
Curitiba, 20 de Abril de 2026
busca   
no título  |  no texto   
ícone O virtual e o real

Estamos vivendo um período em que dois mundos se confundem: o virtual e o real.

Jovens, adolescentes e crianças mergulham no virtual durante horas.

Batem longos papos... Virtuais. Olhos nos olhos? Não. Talvez nem se conheçam.

Trocam abraços apertados, mas não sentem o calor humano.

Enviam flores... Virtuais. Sem perfume, sem textura, sem graça...

É um mundo atraente, porque oferece uma grande variedade de opções e exige esforço mínimo.

Nesse mundo, gastam horas e horas sem perceber que o tempo passou.

Sentam-se confortavelmente, com um celular à mão e viajam pelo mundo... Sem sair de casa.

Não enfrentam problemas no trânsito, nem sofrem com a chuva, com o calor ou o frio.

Muitos entram pelas portas desse fascinante mundo virtual em plena luz do sol e só percebem que a noite avançou quando o sono avisa que a madrugada chegou.

Nesse mundo, pouco importa a realidade de uns e de outros.

Eles não se conhecem, ou se conhecem pouco, mas trocam informações, nem sempre verdadeiras.

Vivem intensamente esse mundo, em que a imaginação tem asas...

Em que é possível conectar-se com os mais variados assuntos e obter prazeres.

Para alguns, esse mundo virtual é mais fascinante do que a realidade.

Mas será que o uso desmedido desse recurso não está nos tornando insensíveis, falsos, viciados?

Será que não estamos navegando em águas sombrias e perigosas?

A internet é uma ferramenta para facilitar nossa vida e abrir novas portas de comunicação e integração entre as criaturas.

Não surgiu para que fechemos a porta do mundo real, para que evitemos o contato físico com nossos familiares, nossos vizinhos e amigos.

O mundo virtual, por mais atraente que seja, não tem calor, nem perfume, não tem a vibração da natureza, nem o brilho do sol.

É um mundo no qual tudo é válido... Mas nem tudo é verdadeiro.

Quem se isola no mundo virtual acaba perdendo a sensibilidade e desenvolvendo a indiferença diante dos acontecimentos reais.

Nossa caixa de mensagens pode estar abarrotada de beijos, abraços, bom dia e boa noite, feliz aniversário e outras felicitações.

Isso tudo pode ser deletado com apenas um clique ou por um defeito qualquer da ferramenta.

Mas quando um abraço aproxima dois corações e uma voz deseja um bom dia com convicção, os registros ficam gravados na alma e não se apagam.

Por todas essas razões, abramos as portas e as janelas para que o sol penetre em nossa vida.

Ouçamos o choro ou a gargalhada dos nossos irmãos. Eles são reais e não estão em nosso lar por mero acaso.

Não nos isolemos na virtualidade.

Sintamos o perfume das flores.

Ouçamos o canto dos pássaros.

Andemos na areia e deixemos a espuma das ondas tocar nossos pés.

Vivamos intensamente o mundo real e daremos um significado diverso ao mundo virtual.

Um significado mais belo e mais abrangente.

Deixará de ser fim para ser um excelente meio de comunicação, trabalho e progresso.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita
Em 16.1.2026

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2026 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998