Momento Espírita
Curitiba, 06 de Agosto de 2020
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ícone Tomada de consciência

Percebemos que existem pessoas incapazes de fazer uma fofoca, por mais insignificante que possa parecer?

Para essas pessoas, falar mal de alguém seria uma falta tão grave como roubar ou matar.

De outro lado, existem aquelas capazes de prejudicar imensamente a vida do outro, convencidas de que estão certas, que essa é uma regra normal.

Também há aquelas capazes de deixar de comprar uma comida melhor ou uma roupa de marca, para usar o dinheiro economizado em prol de uma causa nobre.

Ao mesmo tempo, convivemos com pessoas que são capazes de seduzir amorosamente alguém, mesmo sem ter interesse real, com o único intuito de prejudicar um relacionamento existente.

Diante disso, natural nos perguntarmos: Por que, entre as pessoas com as quais convivemos, há tanta diferença em relação aos seus valores?

Como podem alguns fazer tanto e outros quase nada? Por que uns vivem tentando melhorar-se enquanto outros sentem prazer com suas inferioridades?

Isso ocorre porque cada um de nós se encontra em estágio de consciência e percepção própria acerca dos objetivos e valores da vida.

Alguns, anestesiados pelas fantasias e ilusões do mundo, acreditam que a vida se limita aos gozos e prazeres que ela pode oferecer.

Passam a existência como se estivessem em um parque de diversões, sem preocupações a não ser suas satisfações pessoais.

Outros, amadurecidos e conscientes das questões maiores da existência, investem seu tempo e suas capacidades em ações no bem, para si e para a comunidade onde habitam.

Entretanto, cedo ou tarde, todos despertaremos desse estado de letargia.

Hoje, alegrias vazias e os prazeres de uma aparência conquistadas a qualquer preço.

Logo mais, revezes e dificuldades, colocando freio às irresponsabilidades, e provocando reflexões sobre o significado maior da jornada terrena.

Em verdade, todos renascemos com o propósito maior de aprendizado e altas conquistas.

Cada oportunidade de reencarnar é bendita, por nos permitir frequentar a escola Terra, a fim de aprender as lições ainda não conquistadas.

Assim, para aqueles que se mantêm imaturos, que insistem em esquecer a proposta da vida, em momento oportuno serão despertados.

Em maior ou menor grau, isso acontece com todos nós.

Ninguém que se encontre sobre a Terra, está livre de provações, que provocam aprendizado e enriquecimento pessoal.

As vicissitudes da vida, os seus revezes, longe de serem castigo, são convites para a reflexão oportuna.

São momentos para ponderar a respeito de nossos valores, nossa postura e comportamento nesta existência.

Serão nossas escolhas para bem ou mal conduzir-nos, nessas experiências, que nos permitirão o despertar, ou não, de nossa consciência.

Os que insistimos na permanência no mal e no erro, teremos a chance do acerto, da reflexão amadurecida, quando quisermos.

Razoável termos olhos de ver e ouvidos de ouvir perante os convites que a vida, insistentemente, nos faz.

Não permitamos que as oportunidades passem sem que as aproveitemos.

Pensemos a respeito.

Redação do Momento Espírita.
Em 6.7.2020.

 

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