Momento Espírita
Curitiba, 20 de Setembro de 2018
busca   
no título  |  no texto   
ícone A ponte mais importante

Qual será a ponte mais importante do mundo?

Possivelmente, muitas imagens de megaconstruções tenham passado pela nossa mente neste instante. Seguramente, nenhuma delas é a mais importante, embora todas sejam úteis.

Agora imaginemos uma mãe com seu bebê no colo.

Imaginemos o neném sugando o leite materno enquanto a mãe o acaricia e o envolve em carinho.

Sem dúvida, uma imagem divina!

Imaginemos uma criança deitada sobre o peito de seu pai, enquanto ele passa suavemente a mão sobre suas costas.

Outra cena comovente, com certeza.  

Mas, afinal de contas, o que isso tem a ver com a ponte mais importante do mundo?

Tem, e muito.

Esses pequenos gestos são os alicerces que sustentarão a ponte mais eficiente e mais importante da vida: a ponte do diálogo.

Muitos pais desconhecem que é desde os primeiros dias de vida de seus bebês que a ponte do diálogo deve ser iniciada.

Os pais que sabem disso começam a conversar com o filho enquanto ele ainda se move no ventre materno. E o bebê responde, ao seu modo.

No entanto, quando esse importante meio de comunicação e união não é construído, as consequências podem ser desastrosas, pois um precipício pode se abrir entre pais e filhos.

Desatentos para essa realidade, muitos genitores creem que somente quando o filho for jovem é que deverão se preocupar com uma aproximação. Ledo engano!

Não é raro que muitos pais se desesperem quando tentam dar um passo na direção do filho e só encontram um profundo vazio.

Não há ponte... Não há como se aproximar.

Perplexos, eles se desesperam.

Os filhos não os ouvem. Não há entendimento. Só há um grande e triste distanciamento.

Onde foi que erramos? – Indagamos a nós mesmos. Mas não ouvimos resposta alguma.

Encontraremos a resposta fazendo uma retrospectiva de nossas atitudes para com os filhos, desde antes de chegarem ao mundo.

As cenas são quase sempre iguais, mudando apenas o cenário e os personagens.

O filho pequeno, que ainda não sabe se comunicar com palavras, é extremamente sensível aos gestos dos pais. Mas é tratado como se fosse apenas um boneco, sem razão nem sentimentos.

Não é digno de atenção, pois não sabe se expressar.

É um equívoco, pois logo as crianças demonstram sua indignação agindo com rebeldia ou violência, ou se isolando do mundo.

Por todas essas razões, e outras mais, é importante pensar nessa ponte de afeição que liga as criaturas.

Ela precisa ser construída com cuidado, usando-se os melhores sentimentos de ternura, atenção e respeito, os únicos que são eficientes e duráveis.

Por mais que avance a tecnologia, que tenhamos mil modos de comunicação, nada substitui o diálogo caloroso entre os familiares.

E não basta apenas estar junto.

Não é suficiente sentarmos na mesma poltrona, ligarmos a TV e assistir um bom filme. É preciso estar junto, sentir o coração pulsando, os olhares fugidios, os medos escondidos.

Consideremos tudo isso e comecemos, ainda hoje, a construção dessa ponte de ternura que nos aproximará de quem amamos.

Não permitamos que a erosão da indiferença abra valas intransponíveis entre nós e os nossos amores!

Aproximemo-nos, de corpo e alma, enquanto ainda há tempo.

*   *   *

Quando a ponte do diálogo é construída sobre as bases da confiança e do respeito mútuo, não há nada capaz de derrubá-la, e as relações afetivas estarão sempre preservadas.

Pensemos nisso. Mas pensemos agora!

Redação do Momento Espírita
Em 14.9.2018.

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2018 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998