Momento Espírita
Curitiba, 20 de Setembro de 2018
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ícone Trabalho e repouso

Muitos pais enfrentam dificuldades a cada manhã, quando precisam despertar os filhos para seguirem para suas obrigações.

Quando pequenos, há os que escondem a cabeça debaixo das cobertas ou do travesseiro, como se isso os pudesse liberar do que devem fazer.

Viram para um lado, viram para o outro e pedem mais cinco minutos. Ou só mais um minutinho.

Quando maiores reclamam por precisarem levantar cedo, principalmente nos dias frios, invernosos. E, entre resmungos, dizem que o que mais desejam na vida é ficarem ricos, muito ricos, para não precisarem mais estudar, trabalhar.

Enfim, poderem ficar na cama pela manhã o quanto quiserem, e não terem com que se preocupar. Também não terem que enfrentar o frio e a chuva, nos dias de inverno.

Em verdade, não são somente as crianças ou jovens que assim pensam.

Alguns de nós, adultos, muitas vezes ficamos desejando ganhar na loteria, ou quem sabe, uma herança, que nos liberte das horas incômodas de trabalho.

Sem falar nos que ficamos contando, ano a ano, o tempo que falta para a aposentadoria...

*   *   *

Importante termos em mente que a vida não é um eterno período de férias.

A Terra é a grande escola do Espírito, onde com trabalho e disciplina auxiliamos no progresso do planeta e nós mesmos progredimos.

Estamos submetidos a leis físicas que regem o mundo: lei do magnetismo, lei de atração, lei da eletricidade, lei da gravidade...

Também estamos submetidos a leis morais, que regem o mundo da alma, da consciência, da ética.

É nesse grande mundo das leis morais que vamos encontrar uma lei importantíssima.

Trata-se da lei do trabalho, que estabelece que toda ocupação útil é trabalho. Ela nos impulsiona a evoluir, a crescer.

Trabalhar, portanto, não nos deve ser um problema. Importante estarmos ativos.

É certo que o repouso faz parte das divinas leis, sendo necessário para o corpo e para a mente.

No entanto, em demasia, se torna ociosidade, preguiça, nos impedindo de aprender e evoluir.

Muito tempo sem atividades intelectuais e físicas violentam o caráter do homem, enfraquecem seus músculos e nervos, que foram destinados ao movimento e à ação.

O trabalho nos proporciona troca de experiências, conhecimentos, aprendizados que a alma armazena, dentro de si, no decorrer das várias vidas na Terra.

Seja qual for nosso saber, sempre teremos algo a ensinar e muito a aprender.

Quando oferecemos nossas capacidades laborativas, a sociedade nos devolve em forma de salário.

Salário que revertemos no custeio de nossas necessidades e até pequenos prazeres.

Os mensageiros celestes, em suas orientações ao Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, prescreveram que o limite do trabalho é o limite de nossas forças.

Dessa forma, respeitando nossos limites, estabeleçamos períodos alternados de atividades e de repouso, evitando desgastes excessivos ou estresse.

A sabedoria está, exatamente, em chegar ao equilíbrio que nos possibilite excelente produção, ao tempo que, igualmente, nos permitamos o repouso, o lazer, a descontração.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base nos itens
682 e 683 de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec,
ed. FEB.
Em 8.9.2018.

 

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