Momento Espírita
Curitiba, 17 de Dezembro de 2017
busca   
no título  |  no texto   
ícone O desafio do relacionamento

Segundo orientação do nobre Espírito Joanna de Ângelis, o desafio do relacionamento é um gigantesco convite ao amor, a fim de alcançar a plenitude existencial.

Realmente, os relacionamentos nos são um grande desafio. A cada novo dia, mesmo com aqueles com quem há anos convivemos, sempre se mostram desafiadores.

Isso porque somos expostos a diversas e diferentes situações; porque vamos mudando com o tempo; porque a convivência vai sofrendo a influência dos anos.

Somente nos furtaremos a isso se optarmos por viver em solidão, em isolamento, se nos apartarmos do mundo.

No entanto, se os relacionamentos sociais nos constituem desafios, são, igualmente, um convite para o amor. Como todo convite, pode ou não ser aceito.

Dessa forma, se os relacionamentos são inevitáveis em nossa vida em sociedade, aprendermos a amar através deles, é uma questão de opção.

Podemos conviver com alguém sem que isso, em essência, nos faça amá-lo. Poderemos simplesmente ter um relacionamento de cortesia e tudo o mais que a boa educação estabeleça.

Nada além disso. A gentileza, a delicadeza por uma simples questão de urbanidade serão exercidas.

Para amar a alguém, é necessário aceitar esse convite desafiador de nos propormos a enfrentar e a vencer os obstáculos que naturalmente todo relacionamento apresenta.

Há pessoas que vivem mal humoradas, que são implicantes com tudo e com todos. A mínima contradição as faz perder o equilíbrio, e se exaltam. Podem mesmo agredir, com palavras, com gestos.

Para com essas, nada melhor do que uma boa dose de paciência, de calma para nos ajudar no exercício de aprender a amá-las.

Existem outras que são arrogantes, até mesmo prepotentes perante todas as situações. Sabem tudo, são sempre melhores, não aceitam ideias que não estejam de acordo com sua forma de pensar e agir.

Essas acabam nos exigindo humildade, compreensão e tolerância para bem conviver.

Há ainda aquelas que se apresentam pessimistas, derrotistas ou mesmo depressivas, em tudo o que fazem na vida.

Acabam nos exigindo o bom humor, o otimismo, a alegria e a gratidão como tônica de convívio.

A cada pessoa que encontramos em nosso caminho, um novo desafio.

Porém, se os que cruzam nossas vidas nos desafiam, também nos oferecem oportunidades de aprendizado.

O exercício das virtudes que a convivência com eles nos exige talvez não acontecesse, se não estivessem ao nosso lado.

E não importa se não conquistamos ainda as virtudes que nos são exigidas. Iremos aprendendo enquanto trilhamos os mesmos caminhos.

O importante é perceber que cada um que se aproxima de nós apresenta o convite da vida para o bom relacionamento, para a convivência saudável.

Dessa forma, a cada virtude que conquistamos em nossa intimidade, vamos ampliando nossa capacidade de amar.

Porque o amor é feito de pequenas virtudes. Como um mosaico multicolorido, vai desenhando dentro de nós a capacidade de nos amarmos e de amarmos ao nosso próximo.

Afinal, o amor, conforme nos ensinou Jesus, deve ser a meta maior da nossa existência. 

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com citação de
frase do cap.
Relacionamentos humanos, do livro
O despertar do Espírito, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 5.8.2017.

 

Escute o áudio deste texto

© Copyright - Momento Espírita - 2017 - Todos os direitos reservados - No ar desde 28/03/1998