Momento Espírita
Curitiba, 02 de Junho de 2020
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Durante os séculos XV e XVI, os desbravadores dos mares foram muito arrojados. Em busca de novas terras, arriscaram-se em viagens longas.

Foi assim que Cristóvão Colombo chegou à América em 12 de outubro de 1492. Para as autoridades espanholas, foi tida como a descoberta de um novo mundo.

Pedro Álvares Cabral, por sua vez, descobriu o Brasil, oito anos depois.

Ambos chegaram a essas terras a oeste de onde residiam, a milhas e milhas de distância.

Outros homens, em outros tempos, concretizaram grandes empreitadas.

Os americanos do norte buscaram explorar mais ao oeste, adentrando pelo território.

No Brasil, a incumbência de explorar o lado oeste coube às entradas e bandeiras.

Para descobridores, bandeirantes, exploradores, nada foi fácil. Eram caminhos desconhecidos a trilhar, a buscar.

Muitos sucumbiram diante dos desafios, mas a conquista das novas terras ao oeste foi um marco na História humana.

Da mesma forma, todos temos nossos desafios ao buscarmos novos rumos.

Se falarmos em desportistas, os veremos em busca da superação.

A superação de suas próprias marcas, dos seus e dos recordes alheios.

E isso somente é alcançado com perseverança, em que se somam derrotas, frustrações, continuados treinos e persistência.

É assim que o alpinista vence a montanha, o surfista subjuga a onda perfeita, o paraquedista executa com maestria suas manobras.

Dessa forma, eles conquistam o seu próprio oeste, que não lhes foi fácil como não é para ninguém.

Entretanto, convenhamos que difícil não quer dizer impossível.

Por isso, pensemos, qual o oeste que desejamos conquistar?

Seria a busca de um melhor salário? De um cargo que nos garanta estabilidade? De uma família perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao máximo?

Nosso oeste está tão distante como estava para Colombo e Cabral? É algo mais fácil ou mais difícil?

As perguntas podem ser muitas. Também as respostas. Afinal, cada um de nós tem seus planos, suas metas, seus desejos.

Resta-nos saber se o que desejamos é nobre, algo que nos fará permanecer no caminho do bem.

Reflitamos, dessa forma, quanto ao oeste que planejamos alcançar.

Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de progresso, de crescimento, ótimo, sigamos em frente.

Mas, se no atual caminho percebemos que logo mais à frente haverá um céu cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota.

Nosso objetivo final tem a ver com o bem, o bom, o útil? Prossigamos.

De igual forma aos desbravadores dos mares, enfrentemos, então, as tempestades, as ondas gigantes e alcancemos nossas metas.

Tenhamos em mente que vários oestes existem e os podemos almejar. Até mesmo alcançar.

Contudo, que nenhum deles esteja em desacordo com o oeste traçado e mostrado, há milênios, por um Carpinteiro, Pastor e Celeste Amigo: Jesus de Nazaré.

Pensemos a respeito.

Redação do Momento Espírita.
Em 28.3.2020.

 

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