Momento Espírita
Curitiba, 12 de Novembro de 2019
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ícone A Luz

Ele não tinha sombras. Ele era Luz. Veio para as trevas e as trevas não O reconheceram.

Brilhou em meio à escuridão mas, os que perceberam Sua luminosidade, nada mais desejaram senão apagar a luz que irradiava.

Ele não tinha sombras porque era perfeito. Nenhum traço de inferioridade lhe manchava a personalidade. Antes que a Terra exalasse seu primeiro suspiro como um planeta propício à vida, Ele já era.

Por isso, muitos O julgaram o próprio Incriado e o confundiram com a Divindade. Mas Ele, sempre correto, esclareceu, desde o primeiro momento: Eu vim para cumprir a vontade de meu pai, que está nos céus.

Ele não tinha sombras. Nenhuma culpa, nenhum senão lhe maculava o Espírito.

Por isso, podia estabelecer o convite: Vem e segue-me.

Senhor do mundo, pastor de um rebanho de almas incultas, eivadas de erros e de viciações morais, veio para as conduzir.

Contudo, nem todos lhe ouviram a voz ou O desejaram seguir naqueles tempos.

Por isso, Ele prossegue com o insistente chamado, anunciando as bem-aventuranças do reino do Pai.

Ele era a Luz. Os que nada desejavam senão espalhar sua própria sombra, O perseguiram, levantando calúnias, engendrando maldade.

Ele respondia com amor. Por onde passava, deixava pegadas luminosas a fim de que os que viessem empós, na fieira do tempo e das vidas, pudessem segui-lO. Quando o desejassem, quando lhe pudessem compreender a mensagem.

Falando com a autoridade de quem faz o que recomenda, Ele se dirigia aos Espíritos perturbadores e infelizes, arrancando-os da insensatez.

A Sua era a mensagem da paz: A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou.

Senhor das estrelas, não amealhou bens perecíveis, antes preocupou-se em conquistar corações para o reino de Deus.

A quem O feria, qual o sândalo que perfuma o machado que o agride, brindava com o aroma da Sua paz.

De tal forma isso impregnava a criatura que não mais O esquecia. E, na poeira do tempo, optava por se entregar a Ele.

Manso como as pombas, jamais se deixou vencer pelos violentos, a eles respondendo com a dignidade da Sua conduta.

Ao soldado que O esbofeteou em plena face, indagou, sem medo: Se disse algo equivocado, aponta meu erro. Mas, se nada disse errado, por que me bateste?

E, quando a hora soou, qual um cordeiro levado ao altar dos holocaustos, Ele se entregou, sem reagir.

E, sozinho, enfrentou o juízo arbitrário dos pigmeus que detinham o poder tolo e temporário: Anás, Caifás, Pilatos.

Ele era o Senhor do mundo e submeteu-se à justiça comezinha dos homens, ensinando que o exemplo fala mais alto do que as palavras.

Ele era a Luz. Até hoje, Ele brilha e espera.

Espera que as Suas ovelhas lhe atendam ao chamado, reconheçam a Sua voz e descubram que com Ele não mais haverá noite de solidão e amargura.

Que com Ele, não haverá sede de justiça porque Ele é a água viva, que dessedenta para sempre.

Com Ele não haverá carências pois Ele é a plenitude.

Ele é Jesus, o Filho de Deus, o Bom Pastor das nossas almas.

Ele é o Enviado, o Messias aguardado no tempo e anunciado por séculos na voz dos profetas.

Ouçamo-lO. Sigamo-lO. Ele é a Luz, o Caminho, a Vida...

 Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 26, ed. FEP.
Em 29.10.2019.

 

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