Momento Espírita
Curitiba, 21 de Outubro de 2020
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ícone Aplicação do tempo

Toda vez que sentimos cansaço, e que o dia parece ter furtado todas as nossas energias, poderíamos nos perguntar se o que fizemos foi realmente produtivo.

Se esses desgastes nos têm trazido benefícios para a vida; se podemos, nos momentos de pausa para o descanso, refletir a respeito do que temos feito, e nos sentirmos felizes porque fizemos além da simples obrigação.

Será que, no decorrer do dia, aproveitamos mesmo o tempo para produzir aquilo que seja o mais proveitoso para nós e para os outros?

Por vezes, trabalhamos em excesso, nos entregamos aos programas noturnos sem nos darmos conta das necessidades do descanso.

Ficamos presos a dificuldades, de tal maneira, que nem no momento do repouso conseguimos nos libertar do fantasma da preocupação excessiva.

Não que nos devamos entregar ao repouso que leva à ociosidade e à preguiça.

O que devemos pensar é se estamos aplicando bem a nossa cota de tempo.

Enquanto vivemos as experiências do mundo, nas lutas, no acerto dos equívocos, nas tentativas das construções felizes, poucas vezes, damos valor ao tempo que as bênçãos de Deus nos concede para a evolução de nós mesmos.

É necessário que façamos uma avaliação, a respeito da utilização das horas a escoarem por nossas mãos.

Se administrarmos melhor a nossa cota de tempo poderemos, sem maiores dificuldades, nos dedicarmos aos momentos de alegria, às distrações, aos passeios, sem que deixemos de lado as obrigações profissionais, as do lar e da sociedade.

O tempo bem administrado nos facultará melhor aproveitamento de nossas energias físicas e psíquicas.

Passaremos ao equilíbrio: nem atividade demais, nem descanso excessivo.

Podemos também buscar, nas horas do cansaço, o repouso através de uma leitura edificante; da visita a um amigo, mantendo um diálogo que nos acrescente alguma coisa.

Ou podemos dispensar mais atenção aos nossos familiares, nas atividades em conjunto no lar, que nos proporcionam um clima mental diferenciado daquele que costumamos ter no decorrer do dia.

Desenvolvamos ideias felizes para fazer o bem a alguma pessoa que saibamos necessitada.

Não é preciso ficarmos neuróticos de tanto trabalhar, apenas evitar as horas vazias, preservando-nos da inutilidade daqueles que, ocupados em não fazer nada, deixam de servir, desvalorizando os minutos.

Se aproveitarmos esses tempinhos, a curto prazo teremos encontrado motivos gloriosos de viver. Teremos aprendido a amar a vida.

Teremos iluminado nosso caminho, pois cada ação produtiva saída de nós, é motivo de contentamento a nos clarear a existência.

Depende de nós administrarmos o tempo de que dispomos.

Se desejarmos crescer em cultura, em conhecimento, podemos optar por nos dedicarmos à leitura.

Para isso, bastará que reservemos quinze minutos diários, selecionando o que ler.

Descobriremos, ao longo de um ano, quão precioso tempo é um quarto de hora ao dia, quando contabilizarmos quantos livros conseguimos ler em um ano.

Pensemos a respeito.

Redação do Momento Espírita.
Em 8.10.2020.

 

 

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