Momento Espírita
Curitiba, 14 de Julho de 2020
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ícone Do conhecimento de si próprio
 

O progresso intelectual e tecnológico da Humanidade, nos últimos séculos, têm sido bastante significativo.

O homem compreendeu muitas das leis da natureza e passou a utilizá-las em seu benefício.

Valeu-se da sua capacidade de raciocínio para reduzir esforços físicos e produzir máquinas que auxiliam e facilitam trabalhos repetitivos.

Descobriu a cura de diversas doenças, fabricando remédios e criando técnicas que diminuem o sofrimento físico e salvam vidas.

Desenvolveu projetos para aumentar a produção de alimentos e novas formas de armazenamento e conservação.

Estabeleceu meios eficazes de comunicação que facilitam contatos e a obtenção das mais variadas informações.

O homem alcançou a lua e ruma, agora, em direção a planetas e estrelas distantes.

São grandes vitórias, mas não representam por si só o final da batalha.

Isso porque as alegrias ainda são passageiras e o sentimento de insatisfação continua habitando o coração do homem.

Resta um vazio, uma sensação de que algo importante foi deixado para trás.

E realmente foi.

Em meio a tantas realizações, o homem acabou esquecendo de conquistar a si mesmo, de domar sua própria essência.

Gasta seu tempo e seu esforço, procurando, mundo afora, o que só encontrará em si mesmo.

Seus motivos, sua razão, suas verdades.

Deseja alcançar a felicidade e a paz.

Crê que as encontrará em rostos, em afetos, em conquistas materiais, em paisagens paradisíacas.

Ledo engano.

Ninguém, nada, nem lugar algum, será capaz de satisfazê-lo real e definitivamente, enquanto ele não conhecer a si mesmo.

Faz-se necessário que o homem empreenda a mais difícil de todas as jornadas.

Um caminho sem medida e sem volta.

Entender-se, respeitar-se e amar-se.

É preciso que o homem tenha coragem de mergulhar em si mesmo e buscar conhecer-se.

Não se trata de uma tarefa fácil.

Afinal, muitas descobertas poderão ser não muito agradáveis.

Porém, muitas revelações poderão ser dolorosas.

Muito trabalho deverá ser realizado e muitos vícios deverão ser vencidos.

Condutas deverão ser revistas e novos hábitos desenvolvidos.

Para isso, porém, será preciso ter coragem e determinação.

Coragem para reconhecer as próprias deficiências e falhas.

Determinação para não desistir do bom combate.

Para não abandonar a meta por considerá-la distante e difícil.

*   *   *

Não somos perfeitos. Ainda não.

Mas nosso destino é a perfeição.

Quando Deus, em Sua bondade e sabedoria infinitas, criou-nos, semeou em nosso âmago o gérmen da felicidade.

É necessário a luz da sabedoria para fazê-lo brotar e frutificar.

O autoconhecimento é pré-requisito para que sejamos a cada dia melhores.

Assim, pouco a pouco, conscientes de quem e como somos, seremos capazes de vencer a nós mesmos.

Transformando o homem velho que ainda existe em nós, alcançaremos o progresso moral que nos falta.

Somente então chegaremos ao nosso destino: a verdadeira felicidade.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 03.10.2011.
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