Momento Espírita
Curitiba, 25 de Julho de 2017
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ícone Submissão e resignação

Pai de bondade e de amor.
Soberana é a tua justiça.
Todo sofrimento, neste mundo, há de ter a sua causa e a sua utilidade.
E por crer nisto, aceito a aflição que me invade agora, como resgate de meu passado de equívocos, e como prova para meu futuro.
Bons espíritos zelam por mim, eu sei.
Peço, por isso, forças para suportar a aflição sem desespero nem queixumes. Faze, Senhor, que eu a encare como uma advertência providencial.
Que abata em mim o orgulho, a ambição, a tola vaidade e o egoísmo, e que contribua, assim, para o meu adiantamento
Que contribua para o meu progresso espiritual.
Permite, ó Pai, que a luz se faça em meu espírito, com a intensidade necessária para que eu compreenda os teus desígnios.
Submeto-me com resignação à tua vontade.
E, frágil como sou, peço que me ampares para que eu não esmoreça.
Não me abandones, Pai, porque sem teu sustento eu nada posso.
Elevo o meu olhar a ti e sinto-me fortalecido.
És a minha força e a minha motivação.
Conheces as fragilidades de minha alma.
Não afastes de mim o teu olhar.
Ajuda-me.
Uma sede ardente devora-me.
Faze, Pai, que brote em mim fonte de água viva para dessedentar meu ser.
Não quero mais reclamar da vida e de meus irmãos.
Sou fraco, mas sei que teu amor é capaz de me sustentar.
Bendigo teu nome, mesmo quando sofro.
Tu és o Senhor e eu, o servo infiel.
Curvarei minha fronte sem uma queixa, porque somente tu és o grande.
És o único alvo de minha vida.

Quando sofremos uma aflição, se procurarmos a causa, encontraremos sempre a nossa própria imprevidência.
Há sempre uma razão a justificar a dor de hoje.
Se analisarmos com cautela, eis que muitas das causas se devem exclusivamente a nós próprios.
Há, porém, causas de infelicidade que não resultam de nenhuma de nossas ações atuais.
Nessas hipóteses, tratam-se de provas para a existência atual, ou de expiação por uma falta cometida em existência anterior.
Sempre resgatamos os débitos que contraímos.
Naquilo que nos aflige, vemos apenas o mal presente.
Costumamos esquecer e ignorar as conseqüências ulteriores e favoráveis que a dor de hoje pode nos proporcionar.
Tal como a cura de um doente que resulta dos meios dolorosos que se utilizaram para atingi-la.
Em todos os casos, devemos submetermo-nos à vontade de deus.
Cabe-nos suportar corajosamente as tribulações da vida.
Somente assim, poderemos aplicar a nós mesmos, também, as palavras do Cristo: “bem-aventurados os que sofrem!”
E, dessa forma, teremos tirado proveito da dor, transformando-a em cinzel de aprimoramento e de real progresso.
Pensemos nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base nos itens 30e 33 do capítulo XXVIII do livro o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.

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